A capela da Vaticano, em Curitiba, foge da austeridade comum a locais em que se celebra o luto. O espaço, de 150 metros quadrados, tem uma cúpula cromoterápica, que muda de cor conforme o sexo do finado, azul para homens, rosa para mulheres, e objetos para elevação e equilíbrio do espírito, como mandalas, “ferramentas terapêuticas”.
Menos perceptíveis aos olhos, porém de grande inventividade, estão três pequenas câmeras. Elas são um dos diferenciais da Vaticano: por meio delas, parentes podem transmitir o velório de seu familiar pela internet.
Na Capela Vaticano, o velório virtual funciona por Messenger. “O MSN é mais fácil porque todo mundo já conhece; já está instalado no computador”. Só convidados pela família têm acesso ao e-mail criado para a transmissão do velório, que segue a fórmula “funerariavaticano-sobrenomedofinado@hotmail. com”. O serviço, que custa entre R$ 100,00 e R$ 200,00, costuma ser utilizado quando há parentes ou amigos do morto em cidades distantes, que não conseguiriam chegar a tempo ao velório.
“É um serviço bastante necessário quando a família está distante, porque ajuda a aproximar as pessoas, a confortar a família. A aproximação das pessoas em um momento de luto é muito importante”. Das três câmeras, a mais requisitada é a que está fixa no palco, onde fica o caixão.
Outro serviço são os vídeos em homenagem ao finado, que são exibidos para os convidados durante a cerimônia. A família fica encarregada de separar fotos, vídeos e textos de homenagem ao morto, e paga R$ 200,00 pela produção e por uma cópia em DVD. “Hoje, este é o nosso forte na parte de velórios. A família acaba até dando risada com algumas coisas, alguns fatos bons, que fazem você lembrar que a pessoa aproveitou a vida. A morte não fica tão trágica”.
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